segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

#LeiaMulheres de 2017!


Boa noite, pessoal! Hoje eu trouxe para vocês um post com todas as obras escritas por mulheres que eu quero ler este ano (por enquanto). 

Para quem não sabe o #LeiaMulheres é um projeto que abrange todo o país. Uma vez por mês, em diversas regiões do Brasil, há um encontro, quase como um Clube de Leitura, em que as pessoas leem, previamente, um livro escrito por uma mulher  e neste dia discutem essa obra, a vida da autora, o contexto histórico da obra, entre outras coisas.

Aí vocês me perguntam: "Mas Bruna, por que tem de ser Leia MULHERES, e não apenas LEIA? E como ficam ozomi?" Acreditem se quiserem, já me perguntaram isso enquanto eu fui falar super empolgada do projeto.

Então, eu respondo: o nome é #LEIAMULHERES por conta da pouca representatividade literária para nós, mulheres. Não conhecemos muitos clássicos escritos por mulheres, não conhecemos obras contemporâneas realmente boas escritas por mulheres, porque infelizmente ainda há pouca divulgação de obras de qualidade. Então, por isso é leia mulheres, e não homens. O que mais conhecemos e estudamos ao longo da vida (primeiro na escola, e depois na faculdade, pra quem cursa Letras como eu) são escritores homens.

Como eu não posso ir em todos os encontros que gostaria deste projeto, decidi criar um pessoal. Os livros que quero ler durante esse ano são:


1. A GUERRA NÃO TEM ROSTO DE MULHER, SVETLANA ALEXIJEVICH.

 Este eu já comecei a ler. Uma jornalista escreve o livro para mostrar, digamos assim, a participação das mulheres russas na Segunda Guerra Mundial, e a importância disso. Foram mais de um milhão de mulheres, segundo a jornalista, participando ativamente da Guerra, tanto como enfermeiras, quanto como guerrilheiras, entre outras profissões que estigmatizam como masculinas. Estou no início, mas já encantada com esse relato! ♥ Vale a pena.

Em lugar de vida, vai sobrar literatura. Esse é o material, a temperatura desse material. Sempre extrapola o limite. Uma pessoa fica mais exposta e se revela mais, acima de tudo, na guerra e, talvez, no amor. Até no que é mais profundo, até as camadas de baixo da pele. Diante da face da morte, todas as ideias empalidecem e se revela a eternidade incompreensível, para a qual ninguém está preparado.
P. 22

2. O XARÁ, JHUMPA LAHIRI.

Ainda não comecei a ler este, mas conheci a autora por meio da TAG LIVROS, uma editora em que você assina por mês e recebe um livro "surpresa". Todos estão elogiando a obra, eu espero gostar também. Pelo que li, a escritora é americana, mas têm raízes na índia por conta de seus progenitores, o que faz com que ela flutue entre as duas culturas. Deem uma olhada na sinopse:


Gógol Ganguli tem nome russo, sobrenome indiano e um espírito dividido. Filho de imigrantes bengalis que vivem nos Estados Unidos, enfrenta desde criança a crise típica de um tempo de fronteiras instáveis e vidas em trânsito: a de não se reconhecer em nenhuma cultura ou lugar.
Em meio a um constante conflito entre diferentes modos de vida - retratados na educação, na relação com os pais, na vida profissional - , Gógol Ganguli vai buscar no embate como próprio nome e nas relações amorosas um espelho no qual possa descobrir quem realmente é.
Autora vencedora do Prêmio Pulitzer de 2000, finalista do Man Booker Prize 2013 e do National Book Award 2013, Jhumpa Lahiri se consagra como um dos maiores destaques da nova literatura de língua inglesa.

3. O DIÁRIO DE ANNE FRANK, ANNE FRANK 





O diário de Anne Frank é um livro que quero ler há bastante tempo, mas sempre deixo para depois. Por tratar de um assunto que particularmente me interessa, a Segunda Guerra, estou bem empolgada para começá-lo, embora muitas pessoas se decepcionem com o livro por não ser algo "impactante". Temos que ter em mente que é um diário escrito por uma adolescente, não trará grande impacto, mas serve para conhecer mais do contexto em que ela vivia, é algo histórico e, por isso, creio que valha a pena a leitura.

4. ENTREVISTA COM O VAMPIRO, ANNE RICE.



Todo mundo conhece o famoso filme com o Brad Pitt, mas poucos sabem do livro. Nunca li algo da Anne Rice apesar de ouvir falar muito bem dos livros dela, e decidi começar com esse. E o melhor de tudo é que a obra foi traduzida aqui no Brasil pela Clarice Lispector, que é outra diva, né gente? ♥

5. A BELA E A FERA, MADAME DE MEAUMONT E MADAME DE VILLENEUVE.




Esse livro contém a história original da Bela e a Fera, e um conto adaptado desta história original. Ambos escritos por mulheres, e ambas francesas. É uma boa pedida para quem quer conhecer mais do universo de A Bela E A Fera fora das telinhas da Disney e já ir se preparando para o live action!



Bom, por enquanto são esses quatro. Ao longo do ano com certeza a lista vai aumentar, mas com as leituras da faculdade junto, estes quatro são as leituras possíveis, por enquanto. Conforme eu for descobrindo e/ou lembrando de novas escritoras eu faço outras partes do #LeiaMulheres aqui no blog. E vocês, quais as obras escritas por mulheres que leram este ano? Conta pra gente!

Pra quem quiser conhecer mais o projeto do Leia Mulheres, clica aqui

Até mais!


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