quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Resenha: A Bolsa Amarela

Olá, pessoal! Como estão? É com muito orgulho que eu trago para vocês uma resenha de um livro infantil da Lygia Bojunga, escritora gaúcha e muito talentosa! ♥

O livro "A Bolsa Amarela" conta a história de uma menina, naquela fase meio criança-meio adolescente, sabem? Raquel tem muitas vontades e, dentre estas, destacam-se três: a vontade de escrever, a vontade de crescer, e a vontade de ter nascido menino.

Ao longo do livro, vemos o quanto os adultos, por muitas vezes, esnobam ou subestimam a capacidade de seus filhos, o que acaba desestimulando-os ao longo da infância. 

Raquel gosta muito de escrever, mas a família debocha de suas "invenções" para todos, o que faz com que a menina prometa que nunca mais irá escrever em sua vida. 

Apesar de todo o livro ser reflexivo (tanto para crianças, quanto para adultos), é importante destacar a questão de gênero que o livro aborda. Ao decorrer da narrativa, Raquel percebe que uma de suas vontades não é ser menino, e sim ter os privilégios que estes tem. A vida toda diziam a ela que "brincar de soltar pipa era coisa de menino", ou "jogar futebol era coisa de menino", e isso a desestimulava, por que, afinal de contas, o que é brincadeira "de menino"? Brincadeira não tem gênero!

Ela vai além das brincadeiras, e além das questões de gênero. Aborda também o machismo enraizado à sociedade, ao questionar por que, em sua volta, ela vê sempre os homens tomando a frente das situações.

-E por que é que você inventou um amigo em vez de uma amiga?-Porque eu acho muito melhor ser homem do que ser mulher.Ele me olhou bem sério. De repente riu:-No duro?-É, sim. Vocês podem fazer um monte de coisas que a gente não pode. Olha: lá na escola, quando a gente tem que escolher um chefe oras brincadeiras, ele sempre é garoto. Que nem chefe de família: é sempre homem também. Se eu quero jogar uma pelada, que é o tipo de jogo que eu gosto, todo mundo faz pouco de mim e diz que é coisa pra homem; se eu quero soltar pipa, dizem logo a mesma coisa. É só a gente bobear que fica burra: todo mundo tá sempre dizendo que vocês é que têm que meter as caras no estudo, que vocês é que vão ser chefes de família, que vocês é que vão ter responsabilidade, que -puxa vida!- vocês é que vão ter tudo. Até pra resolver casamento -então eu não vejo?- a gente fica esperando vocês decidirem. A  gente tá sempre esperando vocês resolverem as coisas pra gente. Você quer saber de uma coisa? Eu acho fogo ter nascido menina.

Enfim, o livro é cheio de invenções de Raquel, coisas fantasiosas que se travestem de metáforas para nos trazerem verdades e reflexões. Vale a pena ler! A escrita flui tanto que a leitura chega a ser rápida! 

Quem já leu, comente! Quem ficou interessado, também! Haha

Um beijo! Até breve.

16 comentários:

  1. Achei bem legal a capa e a forma como elaborou a resenha, muito bem feita, mas infelizmente não e um tema(gênero) que me chame a atenção mais, porem irei indicar para quem eu sei que curte.

    Beijos

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    1. Obrigada, Karine! Nem todos gostam mesmo do gênero infantil, mas o livro é um amor!
      Beijos

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  2. Olá!
    A premissa não me chamou a atenção, apesar de gostar do tema.
    Mas valeu a dica!
    Bjs

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    1. Oi, Márcia. É difícil gostar de literatura infantil, né?
      Obrigada pelo comentário!
      Beijos

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  3. oie, eu já ouvi diversos elogios para esse livro mas realmente não sabia sobre o que ele tratava, mas sua resenha me deixou muito interessada e vou adicioná-lo a minha lista de futuras leituras pois ele traz ztemas que deveriam ser discutidos com as crianças desde muito cedo.

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    1. Tamara, adicione mesmo! O livro é incrível, e concordo que deveriam ser discutidos desde sempre temas assim com nossas crianças!
      Muito obrigada pelo comentário!
      Beijo

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  4. Oii, tudo bem?

    Não conhecia o livro e ele me pareceu bem interessante; Dica anotada :D

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    1. É bem interessante mesmo, Lê. Espero que você goste.

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  5. Oi. Que super indicação de livro, sem sombra de dúvidas, vai para minha lista de leitura, achei a forma como você mostrou a obra bem didática. gostei de verdade.

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    1. Obrigada, Lilian!
      Que bom que gostou, espero que goste da leitura!

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  6. Oie, tudo bem? Adorei a dica, não costumo ler infanto juvenil, mas este me chamou muito atenção por parecer ser leve e profundo ao mesmo tempo.

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    1. Oi Thaísa! Que bom que gostou, também não costumo ler muito infanto, mas adorei esta!
      Muito obrigada!

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  7. Olá,

    Não conhecia a obra e confesso que não faz muito o meu gênero de leitura, mas ainda assim gostei das suas considerações.

    Abraços,
    Cá Entre Nós

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    1. Oi, Vivianne! Que pena, mas infanto não chama muito a atenção da maioria mesmo...
      Obrigada!
      Beijos

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  8. oie,
    Não conhecia o livro e nem a autora. Achei legal porque mesmo sendo um livro infantil ele acaba trazendo uma reflexão para os adultos. Só não costumo lê livros do gênero, mas darei uma chance.

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    1. Sim! TRazem uma reflexão tanto para os adultos, quanto para as crianças. Vale a pena ler. Beijos

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