quinta-feira, 17 de novembro de 2016

#DiaDeFilme: Simplesmente Acontece

Oi, gente! Vocês já viram o filme "Simplesmente Acontece" (Love, Rosie)? Confesso pra vocês que não sabia que o filme tinha sido baseado na obra de mesmo nome da escritora Cecília Ahern (a mesma autora de P.S. Eu te amo!).

Me surpreendi de uma forma positiva com o longa, estava esperando um final clichê típico daquelas histórias de que o amigo se apaixonada pela amiga e vice-versa, mas não. Não é nada disso! Quer dizer, até é, mas não de uma maneira forçada e/ou comum.

O filme conta a história de Rosiee Alex, melhores amigos desde a infância. Quando chega a hora de saírem da casa dos pais em Londres, para as respectivas faculdades que escolheram, Rosie tem uma notícia que muda a sua vida pra sempre, o que acaba afastando ela e Alex quando Rosie decide não se mudar para perto de seu amigo. Os namoros superficiais de Alex e a distância tornam a relação de amizade dos dois cada vez mais abalada, o que acaba camuflando os sentimentos que nutrem um pelo outro.

Há várias indas e vindas no enredo, nada muito romantizado demais ou fora da realidade demais, e é isso, a meu ver, que torna o filme real e gostoso de se ver. Apesar do romance, o longa tem um ar engraçado que o torna, para quem está assistindo-o, leve.

Vale muito a pena ver! Não sei se ele é fiel à obra literária, mas gostei bastante e tentarei ler o livro em breve. Alguém já leu? O que achou? Conta aqui pra gente!


















Você merece alguém que a ame a cada batida de seu coração, alguém que pense a seu respeito a cada instante, alguém que passe cada minuto do dia apenas se perguntando o que você está fazendo, onde está, com quem está e se está bem. Precisa de alguém que possa ajudá-la a alcançar seus sonhos e protegê-la de seus medos. Alguém que vá tratá-la com respeito, que ame cada lado seu, especialmente suas falhas. Você deveria estar com alguém que possa fazê-la feliz, realmente feliz, flutuando de felicidade.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Resenha: A Bolsa Amarela

Olá, pessoal! Como estão? É com muito orgulho que eu trago para vocês uma resenha de um livro infantil da Lygia Bojunga, escritora gaúcha e muito talentosa! ♥

O livro "A Bolsa Amarela" conta a história de uma menina, naquela fase meio criança-meio adolescente, sabem? Raquel tem muitas vontades e, dentre estas, destacam-se três: a vontade de escrever, a vontade de crescer, e a vontade de ter nascido menino.

Ao longo do livro, vemos o quanto os adultos, por muitas vezes, esnobam ou subestimam a capacidade de seus filhos, o que acaba desestimulando-os ao longo da infância. 

Raquel gosta muito de escrever, mas a família debocha de suas "invenções" para todos, o que faz com que a menina prometa que nunca mais irá escrever em sua vida. 

Apesar de todo o livro ser reflexivo (tanto para crianças, quanto para adultos), é importante destacar a questão de gênero que o livro aborda. Ao decorrer da narrativa, Raquel percebe que uma de suas vontades não é ser menino, e sim ter os privilégios que estes tem. A vida toda diziam a ela que "brincar de soltar pipa era coisa de menino", ou "jogar futebol era coisa de menino", e isso a desestimulava, por que, afinal de contas, o que é brincadeira "de menino"? Brincadeira não tem gênero!

Ela vai além das brincadeiras, e além das questões de gênero. Aborda também o machismo enraizado à sociedade, ao questionar por que, em sua volta, ela vê sempre os homens tomando a frente das situações.

-E por que é que você inventou um amigo em vez de uma amiga?-Porque eu acho muito melhor ser homem do que ser mulher.Ele me olhou bem sério. De repente riu:-No duro?-É, sim. Vocês podem fazer um monte de coisas que a gente não pode. Olha: lá na escola, quando a gente tem que escolher um chefe oras brincadeiras, ele sempre é garoto. Que nem chefe de família: é sempre homem também. Se eu quero jogar uma pelada, que é o tipo de jogo que eu gosto, todo mundo faz pouco de mim e diz que é coisa pra homem; se eu quero soltar pipa, dizem logo a mesma coisa. É só a gente bobear que fica burra: todo mundo tá sempre dizendo que vocês é que têm que meter as caras no estudo, que vocês é que vão ser chefes de família, que vocês é que vão ter responsabilidade, que -puxa vida!- vocês é que vão ter tudo. Até pra resolver casamento -então eu não vejo?- a gente fica esperando vocês decidirem. A  gente tá sempre esperando vocês resolverem as coisas pra gente. Você quer saber de uma coisa? Eu acho fogo ter nascido menina.

Enfim, o livro é cheio de invenções de Raquel, coisas fantasiosas que se travestem de metáforas para nos trazerem verdades e reflexões. Vale a pena ler! A escrita flui tanto que a leitura chega a ser rápida! 

Quem já leu, comente! Quem ficou interessado, também! Haha

Um beijo! Até breve.

domingo, 9 de outubro de 2016

Resenha: Caderno de Um Ausente

Olá, gente! Sei que andei sumida por aqui, mas pretendo voltar aos pouquinhos, tudo bem?
Bem, hoje eu vim falar de um livro que simplesmente me encantou mais e mais a cada página que eu lia. O nome é Caderno de Um Ausente, do escritor brasileiro João Anzanello Carrascoza.

O enredo da obra é o seguinte: um pai decide deixar um caderno de registros para a filha recém nascida, por medo de não estar presente no futuro dela. Neste caderno, tipo um diário, ele narra toda a sua vida para a filha, Bia. Desde antes de ela ser gerada. De sua família, de seu irmão Mateus, fruto de outro casamento, de suas impressões sobre a vida: a que passou, e a que ainda está por vir. O livro possui uma linguagem muito poética e demonstra, na minha percepção, aqueles momentos (mais raros do que deveriam ser) em que nos damos conta de como a vida é curta, simples e maravilhosa. Cada detalhezinho que seja importa, porque é nosso, faz parte da nossa essência. Mas, não costumamos prestar atenção nisso.

Não digo que este livro é uma lição de vida pois talvez seja muito forte, mas com certeza é um ponto para reflexão. 

"A tua história, Bia, é o bem mais precioso que tens, ainda que não venha a ser grandiosa, é a tua história que te dará a medida de estar no mundo, ela é que exorbita ou reduz o teu valor perante ti mesma e perante a misteriosa avaliação dos outros não há como te esterilizar do passado (que veio de mim e de tua mãe e já se aderiu ao teu espírito feito solda), qualquer história, enquanto se desdobra, é um reino de possibilidades, uma história, quando a escrevemos, delineia aquilo que poderia ser, nunca o que foi nem o que é, porque a memória (o passado) só se revigora se a formulamos de novo (no presente), retocando a luz de sua trama com o grafite das trevas, a tua história, Bia, há de ser mais uma cicatriz que se somará a outras nas páginas de rosto da nossa família, e eu te louvo, filha, por aqui estar, fio de água, no broto de tua nascente, pra cumprir o teu curso, e eu te peço perdão, outra vez, por não poder te poupar das chagas que te esperam lá na frente, nem ter o unguento que amenizará a ausência, seja a minha, seja a de quem um dia te abandonar (...)". 


Não posso dizer mais nada a não ser: leiam este livro. Não vão se arrepender. Ele é, definitivamente, aquele tipo de livro que agrega poesia, sensibilidade e sabedoria á nossa vida.

Há muita presença nessa ausência que o personagem pai teme deixar.