domingo, 14 de junho de 2015

#DiaDeFilme: O Jogo da Imitação

"Eu acredito que, às vezes, são as pessoas que ninguém espera nada que fazem as coisas que ninguém consegue imaginar.

Sinopse:
Durante a Segunda Guerra Mundial, o governo britânico monta uma equipe que tem por objetivo quebrar o Enigma, o famoso código que os alemães usam para enviar mensagens aos submarinos. Um de seus integrantes é Alan Turing (Benedict Cumberbatch), um matemático de 27 anos estritamente lógico e focado no trabalho, que tem problemas de relacionamento com praticamente todos à sua volta. Não demora muito para que Turing, apesar de sua intransigência, lidere a equipe. Seu grande projeto é construir uma máquina que permita analisar todas as possibilidades de codificação do Enigma em apenas 18 horas, de forma que os ingleses conheçam as ordens enviadas antes que elas sejam executadas. Entretanto, para que o projeto dê certo, Turing terá que aprender a trabalhar em equipe e tem Joan Clarke (Keira Knightley) sua grande incentivadora.

   Olá, pessoal! Tudo bem com vocês? Então, como todo domingo, hoje eu trouxe uma postagem relacionada a filmes. Como eu estou meio atrasada, ainda estou vendo os filmes que concorreram ao Oscar. Pois é, né? Bem atrasada! Contudo, "O Jogo da Imitação" eu queria ver de qualquer jeito, principalmente pela Keira Knightley, que é minha atriz favorita (arrasou em Orgulho e Preconceito, né?). Enfim, eu não tinha procurado saber muito sobre o enredo do filme em si. Tudo o que eu sabia era que foi baseado em fatos reais e que tinha a ver com a Segunda Guerra Mundial, o que já foi o bastante, porque eu amo filmes sobre a Segunda Guerra.
    O longa conta a história de Alan Turing, um matemático brilhante que decide se voluntariar para participar de um projeto ultrassecreto que visa quebrar o código Enigma, pelo qual os alemães se comunicam com os submarinos para atacar os inimigos. Desde o início percebe-se que Alan não é muito social, mas sim sozinho, antipático e fechado. Quando ele percebe que tem que trabalhar em equipe, simplesmente ignora esse fato e começa logo a projetar uma máquina que, segundo ele, vai acabar com a Guerra. Enquanto isso, os outros integrantes tentam quebrar os códigos manualmente e duvidam totalmente da ideia de Alan.
    O superior deles diz por fim que não vai financiar a máquina de Alan, ou seja, ela não terá como sair do papel, já que ninguém leva muita fé em sua criação. Obstinado, ele procura o superior de seu superior, e logo fica no comando, agora controlando a equipe.
  Tudo muda com a chegada de Joan, uma mulher. Primeiro porque ninguém acredita que uma mulher possa realmente ajudar a quebrar um código nazista, e segundo porque ela parece simpatizar com Alan. Eles se entendem, e Joan faz que, aos poucos, Alan ganhe a confiança da equipe. 
     Não vou contar mais nada para vocês, porque até aqui é só o começo do filme, na verdade. Joan tem pais super protetores que não querem a filha fora de casa sem um marido, e Alan tem muitos segredos em sua vida, em seu passado.
     Esse filme é um choque de realidade para todos aqueles que ficam achando que as pessoas não podem simplesmente ser diferentes para serem aceitáveis perante a sociedade. Alan Turing foi vítima do conservadorismo europeu. Teve um final trágico, mesmo com sua participação mais do que importante para encurtar a guerra. Por quê?

A questão interessante é: só porque algo pensa diferente de você, isso significa que ela não pensa? Nós concordamos que os humanos divergem uns dos outros. Você gosta de morangos, eu odeio patinação no gelo, você chora em filmes tristes, eu sou alérgico ao pólen. Como explicar diferentes gostos, preferências diferentes se não dizendo que nossos cérebros funcionam de forma diferente, que pensam de forma diferente?