sábado, 30 de maio de 2015

Resenha: O Inferno de Gabriel

Olá, pessoal! Tudo bom com vocês? Então, hoje eu vim falar um pouquinho sobre o livro "O Inferno de Gabriel", o primeiro volume de uma trilogia. Fazia tempos que eu estava louca para lê-lo, pois sendo fã dos clássicos como sou, me empolguei quando descobri que o livro era 'baseado' em "A Divina Comédia" de Dante. 

Pois bem, a obra conta a história do professor de literatura Gabriel Emerson, especialista em Dante na Universidade de Toronto; e da jovem Julia Mitchell, estudante de literatura que consegue uma bolsa de mestrado no Canadá, na mesma universidade do professor Emerson.

Logo de cara percebemos que algo no "encontro" soa estranho. Julia parece conhecê-lo, mas Gabriel não parece ter noção alguma de quem sua aluna é.

Ao longo da narrativa, as peças vão se encaixando e vamos descobrindo mais sobre o passado de ambos, mas principalmente sobre a vida do professor Emerson.



A princípio, não a reconheceu. Sua beleza era de tirar o fôlego. Seus movimentos, graciosos e confiantes. Porém havia algo em seu rosto e em suas formas que lhe lembrou a jovem pela qual se apaixonara tempos atrás. Cada um deles havia seguido seu caminho, mas o poeta sempre lamentaria a perda de seu anjo, de sua muda, de sua amada Beatriz. Sem ela, sua vida era solitária e insignificante. Agora, lá estava a sua bem-aventurança.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Editora Parceira: Ler Editorial

Olá, pessoal! Como vocês estão?

Hoje eu trouxe uma excelente notícias para vocês: a nova parceria do "Encontros Literários" com a editora "Ler Editorial".

Estou muito empolgada com essa nova parceria, pois a Ler Editorial tem um diferencial bastante relevante: só publica livros de escritores nacionais! É tão difícil achar uma editora que dê valor aos autores brasileiros e invista neles, que quando achamos uma, temos que incentivar isso e aplaudir de pé. Afinal, não só com estrangeiros se faz boa literatura!



Enfim, vamos conhecer um pouco mais sobre a editora?


A Ler Editorial se orgulha de ser a casa do autor brasileiro, publicando exclusivamente obras de autores nacionais contemporâneos, direcionadas ao público jovem e adulto.
 Somos, antes de tudo, uma empresa inovadora e dinâmica, que tem como objetivo antecipar para os leitores as novas tendências do mercado literário.
 Nosso catálogo reúne temas diversificados, passando pelos gêneros: Romance, Literatura fantástica, Literatura feminina e Erótico Contemporâneo.
 Alinhados com as novas tendências do mercado, todas as obras da Ler Editorial também estão disponíveis aos leitores no formato digital, em versões e-book que expressam um minucioso trabalho técnico e estético, prezando acima de tudo, a qualidade da leitura.
 Estamos atentos também a formação da nova geração de escritores e para isso temos um espaço dedicado a avaliação de originais, prestando toda assessoria que o autor necessita para publicar e comercializar sua obra.


Achei interessante também a possibilidade de enviar os originais para que eles possam avaliar! A literatura brasileira não é um caminho fácil, mas é bom perceber que isso está mudando com o tempo.

domingo, 24 de maio de 2015

#DiaDeFilme: O Grande Hotel Budapeste

"Ainda resta uma centelha fraca de civilização neste matadouro selvagem que já foi conhecido como humanidade."

Sinopse:
No período entre as duas guerras mundiais, o famoso gerente de um hotel europeu conhece um jovem empregado e os dois tornam-se melhores amigos. Entre as aventuras vividas pelos dois, constam o roubo de um famoso quadro do Renascimento, a batalha pela grande fortuna de uma família e as transformações históricas durante a primeira metade do século XX.


Olá, pessoal! Como vocês estão? Espero que bem! Então, esse final de semana eu tirei para não fazer absolutamente nada de faculdade, trabalho, etc, e me concentrei em fazer o que eu não fazia há um tempo: ver filmes. O primeiro a ser visto foi "O Grande Hotel Budapeste". Eu já havia adquirido o filme há alguns meses, porém, foi apenas por ver as indicações ao Oscar do longa. Não sabia do que se tratava realmente e, portanto, não tinha grandes expectativas. 

Foi mágico! Como é bom não estarmos esperando nada demais e vir uma verdadeira produção que te toca profundamente. O Grande Hotel Budapeste é um filme único, pois eu nunca vi nada igual. Eu precisava ser surpreendida, eu precisava de um tempo dessas grandes produções cheias de efeitos especiais e heróis e foi exatamente o que eu tive. O filme todo é diferente, e é isso que torna-o tão fantástico.

O filme gira em torno de um velho escritor (interpretado por Thomas Wilkinson) que decide revelar o que aconteceu no tempo que ficou no Grande Hotel Budapeste e conhece seu proprietário, que acaba contando a ele, durante um jantar, toda a história de sua vida e, consequentemente, do passado e trajetória do hotel. Ou seja, o filme não começa na sequência cronológica dos fatos, o que deixa tudo mais intrigante. No entanto, o mistério não chega a ser confuso. Tudo faz parte de um grande quebra-cabeça em que, no final, as peças se encaixam perfeitamente.

A partir do que o dono atual do hotel conta para o escritor, os personagens principais vão aparecendo. Ralph Fiennes (eterno Lord Voldemort, né gente?!) como M. Gustave (concierge do hotel) e Tony Revoluri como Zero (o novo mensageiro do hotel). 

A trama começa a se desenrolar quando, para  a surpresa de todos, M. Gustave recebe a notícia de que uma de suas amantes ricas, velhas e loiras  (como eram todas), morrera. O mais surpreendente não é o fato de a mulher ter falecido, mas sim de que ela deixou uma herança para M. Gustave, mais especificamente um quadro valiosíssimo. A família da falecida fica inconformada de ter que dividir sua fortuna com um qualquer, e começa a fazer de tudo para tornar a vida de M. Gustave um inferno, tudo para que ele não fique com nada. 

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Por que ler os Clássicos?


"Um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer." 

Ítalo Calvino

   É uma pena que muitas pessoas ainda achem que os livros considerados clássicos da literatura são livros ultrapassados, enfadonhos, que não têm mais nada há passar para nós. Justamente ao contrário: deve ser considerado clássico apenas aqueles livros que, ao ler, conseguimos perceber a atualidade ali presente, mesmo depois de tanto tempo.
   Ao mesmo tempo que eu acho triste, também compreendo. Se alguém me dissesse há dois anos que eu estaria lendo os clássicos, entendendo-os, e gostando da grande maioria, eu não acreditaria. É engraçado como nós temos medo do desconhecido, como nós criticamos sem conhecer, como nós formamos pré-conceitos e fazemos da nossa opinião baseada em achismos a única verdade plausível.
    Vou contar para vocês uma coisa muito engraçada e, que de certa forma, faz parte de quem eu sou agora: quando eu era criança, ganhei "O Pequeno Príncipe" de presente de uma tia. Eu fiquei anos sem tirar o livro da prateleira, pois todos da minha família diziam: "Esse livro é lindo, é um clássico!". E eu ficava apavorada e desistia de ler o livro apenas por meu pré conceito de que tudo que era clássico era difícil. Alguns anos depois, ainda na minha infância (quase pré adolescência), ganhei o tão famoso best-seller Crepúsculo. Vivia-se falando do dito livro, em tudo que é lugar, ainda mais quando estavam estreando o segundo filme da mesma saga no cinema. Então, eu via todo mundo falando desse tal livro, eu via as pessoas elogiando a tal estória de romance, e eu me encorajei a ler, porque se todo mundo estava lendo, isso indicava que não era difícil, nem chato, certo? 
    Li. E posso dizer que foi uma decisão acertada. Não por ser o melhor livro que eu já li, não por ele ter me tocado de alguma forma, nem por eu ter gostado muito, mas por que me fez perceber que eu simplesmente amava ler! Quer dizer, quando era bem pequena, eu tinha montanhas de livros infantis ilustrados, montanhas mesmo, mas nunca tinha lido um livro com tantas páginas, tão rápido. Aquilo me deu motivação para ler mais e, consequentemente, tirar "O Pequeno Príncipe" da estante, e perder o medo de tentar ler um clássico. Esse sim, eu posso dizer que se tornou um dos meus favoritos. Por quê? Porque me fez pensar além da zona de conforto.