domingo, 22 de fevereiro de 2015

#DiaDeFilme: Birdman!



       Oi, pessoal! Tudo bem com vocês? Sei que faz tempo que eu não posto nada aqui no blog, mas estive ocupada por essas semanas. Enfim, eu fiquei o mês inteiro prometendo pra mim que veria os filmes indicados ao Oscar antes da última hora, mas adivinhem? Não cumpri meu combinado! Então, hoje fiquei que nem uma louca baixando os filmes que já estão com boa qualidade pela internet. O primeiro que eu decidi ver foi Birdman (A Inesperada Virtude da Ignorância), que está concorrendo ao Oscar de melhor filme.
     Pra ser bem sincera, eu esperava bem mais de um filme que está indicado em tantas subcategorias no Oscar, ainda mais na principal como melhor filme. Na minha opinião, as únicas duas coisas que salvaram o filme foram a filmagem excelente e Edward Norton (que está concorrendo ao prêmio de melhor ator coadjuvante também).
       O enredo é bem interessante: um ator que ficou famoso por interpretar um super herói dos quadrinhos nos cinemas decaiu juntamente com sua carreira ao decorrer dos anos. Ao mesmo tempo que ele amava a fama que o personagem Birdman trazia, ele também passa a impressão de que odiava ser reconhecido e admirado apenas por aquele papel. Parecia superficial demais para ele. Ele queria algo grande, algo memorável. Então, decidiu escrever, dirigir e atuar em uma peça adaptada de um livro na Broadway. Ele está quase falindo e ninguém próximo a ele tem muitas esperanças de que aquilo dará certo, mas ele não se importa. Ele quer ser reconhecido por mais do que um herói de um quadrinho; quer ser reconhecido por algo mais do que um personagem que ficava enfurnado numa fantasia de pássaro. E ele luta para conseguir isso até o fim. Ao mesmo tempo que o filme não me agradou, tenho que admitir que também deu o que pensar. 
       Thomson é um homem frustrado como qualquer outro que não atingiu seus objetivos, e isso o incomoda como incomodaria qualquer um. É curioso ver como cada pessoa reage diferente às adversidades que a vida impõe. O personagem. 
     

Em certa parte do filme, Shiner diz a Thomson que “A popularidade é a prima promíscua do prestígio”. E eu acho que ele não poderia estar mais certo. Quantos artistas fazem, de fato, um bom trabalho? Tudo bem que gosto é relativo, mas talento não. Há pessoas que sabem atuar, outras que não sabem. Quantos atores bons são prestigiados, porém não reconhecidos? Quantos atores ruins fazem sucesso apenas com uma boa jogada de marketing e muito dinheiro envolvido? Apesar de ter minhas reservas quanto ao filme, ele me cativou exatamente por isso: me fez refletir e não ficou na zona de conforto. De certa forma, foi uma crítica. Uma crítica muito pertinente. Pois, afinal, todos os dias há uma série de super produções fantásticas saindo de Hollywood, mas e quanto as produções simples? Quando foi que nos esquecemos que o sentimento, a emoção produzida por um artista, um verdadeiro artista ao interpretar importa mais do que um efeito recheado de tecnologia? 

"Você teve uma carreira antes do terceiro filme do herói dos quadrinhos, antes das pessoas começarem a esquecer quem estava dentro da fantasia de pássaro. Agora você está fazendo uma peça baseada em um livro que foi escrito há 60 anos atrás para umas centenas de ricos e brancos que só estão mesmo preocupados em onde eles vão comer depois. E encare, pai, não é pela arte, é porque você quer se sentir relevante de novo. Tem um mundo inteiro aí fora onde as pessoas lutam para serem relevantes todos os dias e você age como se ele não existisse! Você detesta os blogueiros, você detesta o Twitter e você nem tem um perfil no Facebook! Você não existe. Você faz isso porque tem medo de morrer. Como todos nós. E você quer saber? Você está certo. Nada é importante. Você não é importante. Se acostume com isso."