quarta-feira, 1 de março de 2017

Resenha: Um Útero é do Tamanho de um Punho

Oi, gente! Como vocês estão? Leram bastante no feriado de Carnaval? Hahaha

Hoje eu falarei um pouco pra vocês do livro de poemas "Um Útero é do Tamanho de um Punho", da escritora brasileira Angélica Freitas. A obra foi lançada pela Cosac Naify em 2013.

A condição feminina é o tema central do livro, que traz, em sua maioria, poesias críticas ao estigma que ainda possuímos (como sociedade patriarcal e machista) das mulheres. A obra é boa para quem quer refletir mais sobre gênero, feminismo e sexualidade.


O que me fez ler esse livro foi inicialmente o título, que me chamou a atenção. Até então, não sabia que a autora era brasileira, que nasceu no Rio Grande do Sul também, e que o livro trazia poesias engajadas socialmente. Foi uma boa surpresa. A linguagem do livro é fácil e irônica, e retrata bem como a mulher é vista, coberta de estigmas e senso comum. 

O livro é um bom representante de todas aquelas mulheres que, assim como eu, se veem como independência e ficam indignadas ao ver certas atitudes machistas, como achar que uma mulher de vestido está "pedindo" e/ou "provocando", etc.



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

#LeiaMulheres de 2017!


Boa noite, pessoal! Hoje eu trouxe para vocês um post com todas as obras escritas por mulheres que eu quero ler este ano (por enquanto). 

Para quem não sabe o #LeiaMulheres é um projeto que abrange todo o país. Uma vez por mês, em diversas regiões do Brasil, há um encontro, quase como um Clube de Leitura, em que as pessoas leem, previamente, um livro escrito por uma mulher  e neste dia discutem essa obra, a vida da autora, o contexto histórico da obra, entre outras coisas.

Aí vocês me perguntam: "Mas Bruna, por que tem de ser Leia MULHERES, e não apenas LEIA? E como ficam ozomi?" Acreditem se quiserem, já me perguntaram isso enquanto eu fui falar super empolgada do projeto.

Então, eu respondo: o nome é #LEIAMULHERES por conta da pouca representatividade literária para nós, mulheres. Não conhecemos muitos clássicos escritos por mulheres, não conhecemos obras contemporâneas realmente boas escritas por mulheres, porque infelizmente ainda há pouca divulgação de obras de qualidade. Então, por isso é leia mulheres, e não homens. O que mais conhecemos e estudamos ao longo da vida (primeiro na escola, e depois na faculdade, pra quem cursa Letras como eu) são escritores homens.

Como eu não posso ir em todos os encontros que gostaria deste projeto, decidi criar um pessoal. Os livros que quero ler durante esse ano são:

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

#DiaDeFilme: La La Land

Oi, gente! Hoje eu falarei desse filme que estava há pouco tempo em cartaz nos cinemas: La La Land - Cantando Estações! O filme é dirigido por Damien Chazelle e é um musical romântico cômico dramático, entre outras coisas (hahahaha). 

Para ser sincera, eu amo muito musicais, então criei uma expectativa alta quanto a esse, tanto pelo filme que, de certa forma, homenageia Los Angeles e seus grandes filmes, quanto pelos atores; Emma Stone e Ryan Gosling são uns de meus atores favoritos, e estão fantásticos no filme.


É importante destacar que o longa não é só um filme bobinho com musiquinhas alegres (e, sério, têm muitas músicas, o filme todo), mas sim uma produção muito bem feita em todos os quesitos: figurino, pois apesar de ser um filme "atual", tem todo um jeito clássico, bem estilo de filmes antigos mesmo; fotografia, que é de uma poesia e grandeza indescritível; coreografia, que nota-se, foi muito bem ensaiada, pois não há falhas, só muito sincronismo entre o casal principal e também dos outros atores; e enredo, que afinal, não é nenhum contos de fadas, por mais que pareça. 

       

Falando em enredo, vamos a ele: o filme conta, primeiramente, a história de Mia, uma jovem adulta que largou a faculdade de Direito para seguir seu sonho de ser atriz. Ela muda-se para Los Angeles, onde faz diversos testes, nenhum dando um resultado efetivo, enquanto trabalha como barista em um café. Em vários acasos, ela encontra Sebastian, um pianista muito talentoso que sonha em ter seu próprio clube de jazz.  De alguma maneira, os dois ficam juntos, um apoiando o outro em seguir seus sonhos até o fim. 

-Talvez eu não seja boa o suficiente
- Sim, você é
- Talvez eu não seja. É um sonho
- Este é O sonho, tem conflito e comprometimento. É muito empolgante!


É bonito notar o quanto o contraste de sonho versus realidade está presente, como uma crítica, no filme todo. Na vida de Mia, de um lado há ela querendo persistir seu sonho de ser atriz, do outro, a realidade de que deveria ser racional e terminar sua faculdade, para se tornar uma advogada com uma carreira estável e monótona. Já na vida de Sebastian, de um lado há um convite para tocar em uma banda de jazz (que não é como ele queria, mas em que ganha muito dinheiro), ou tocar em um restaurante músicas pré-selecionadas enquanto não tem dinheiro para montar seu clube.

As pessoas amam aquilo que os outros fazem com paixão.
Foi a frase do filme que mais me encantou. As pessoas amam aquilo que os outros fazem com paixão! E é verdade. Não importa o que seja: se tem amor, fica ótimo! Porque o amor da pessoa por algo faz com que as outras ao redor vejam aquilo com um quê de admiração e encantamento! A paixão pelo que se faz inspira as pessoas! Sejamos esse tipo de pessoas: que vivem fazendo o que gostam e amam, e não o que a sociedade diz que é correto, estável e confortável.



La La Land é um desses filmes que acabam e fazem a gente refletir sobre a nossa própria vida: nossas escolhas -certas ou erradas-, nossos sonhos -vividos ou não-, e nossos amores -eternos ou repentinos.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Sobre o mito de o brasileiro ler pouco e o mimimi da cultura ser só o que você gosta.

Poucas coisas me irritam tanto quanto o famoso senso comum. Antes eu tentava ver o "lado bom": calma, não é todo mundo que pensa assim, é só uma minoria conservadora que quer ditar regra pras pessoas todas, mesmo que cada uma seja diferente na sua essência e na sua cultura. 

Afinal, uma maioria não deve achar que é superior só por que lê Dostoiévski e escuta Mozart, por exemplo, né?

SIM, ACHA. O PIOR É QUE ACHA.

Desse pensamento superior, começam a vir as frases manjadas, tais como :


  1. "brasileiro é ignorante, só curte essa merda de funk"; 
  2. "brasileiro não tem cultura, só quer saber de carnaval"; 
  3. "brasileiro não lê nada, só querem saber de novela"; 
  4. "olha essa menina rebolando até o chão, ler um livro não quer"; ou 
  5. "se ela tem mais livros do que sapatos, case-se com ela".




Gente?????! Pra quê??? Parem com isso! Tá feio!

Resenha: Saga Encantadas

Boa noite, gente! Hoje eu falarei da Saga Encantadas, essa trilogia escrita pela Sarah Pinborough! 
Antes de comprá-la, eu não tinha muita noção do que continham os livros, mas como estava em um bom preço, acabei comprando mesmo assim.

A autoria recria os contos de fadas que já são conhecidos pela maioria de nós de uma maneira surpreendente! Eu, pelo menos, não esperava tantas reviravoltas no livro e nem uma trama tão intrincada, sem falhas...

Um livro é interligado ao outro, o que torna tudo mais gostoso de ler! Quando você acaba um, já quer pular para outro.

As histórias nesses livros não são tão inocentes como costumam ser as da Disney, o enredo tem um pouco de "malícia" (se é que podemos chamar assim, em falta de palavra melhor), mas nada que seja apelativo ou forçado. 

No primeiro livro, temos o enredo mais focado no universo da Branca de Neve, em uma perspectiva diferente da que conhecemos. A Rainha Má se chama Lilith e, o mais interessante, é que você pode ~entender~ um pouco o porquê de ela ser tão "amarga". 

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

#DiaDeFilme: Simplesmente Acontece

Oi, gente! Vocês já viram o filme "Simplesmente Acontece" (Love, Rosie)? Confesso pra vocês que não sabia que o filme tinha sido baseado na obra de mesmo nome da escritora Cecília Ahern (a mesma autora de P.S. Eu te amo!).

Me surpreendi de uma forma positiva com o longa, estava esperando um final clichê típico daquelas histórias de que o amigo se apaixonada pela amiga e vice-versa, mas não. Não é nada disso! Quer dizer, até é, mas não de uma maneira forçada e/ou comum.

O filme conta a história de Rosiee Alex, melhores amigos desde a infância. Quando chega a hora de saírem da casa dos pais em Londres, para as respectivas faculdades que escolheram, Rosie tem uma notícia que muda a sua vida pra sempre, o que acaba afastando ela e Alex quando Rosie decide não se mudar para perto de seu amigo. Os namoros superficiais de Alex e a distância tornam a relação de amizade dos dois cada vez mais abalada, o que acaba camuflando os sentimentos que nutrem um pelo outro.

Há várias indas e vindas no enredo, nada muito romantizado demais ou fora da realidade demais, e é isso, a meu ver, que torna o filme real e gostoso de se ver. Apesar do romance, o longa tem um ar engraçado que o torna, para quem está assistindo-o, leve.

Vale muito a pena ver! Não sei se ele é fiel à obra literária, mas gostei bastante e tentarei ler o livro em breve. Alguém já leu? O que achou? Conta aqui pra gente!


















Você merece alguém que a ame a cada batida de seu coração, alguém que pense a seu respeito a cada instante, alguém que passe cada minuto do dia apenas se perguntando o que você está fazendo, onde está, com quem está e se está bem. Precisa de alguém que possa ajudá-la a alcançar seus sonhos e protegê-la de seus medos. Alguém que vá tratá-la com respeito, que ame cada lado seu, especialmente suas falhas. Você deveria estar com alguém que possa fazê-la feliz, realmente feliz, flutuando de felicidade.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Resenha: A Bolsa Amarela

Olá, pessoal! Como estão? É com muito orgulho que eu trago para vocês uma resenha de um livro infantil da Lygia Bojunga, escritora gaúcha e muito talentosa! ♥

O livro "A Bolsa Amarela" conta a história de uma menina, naquela fase meio criança-meio adolescente, sabem? Raquel tem muitas vontades e, dentre estas, destacam-se três: a vontade de escrever, a vontade de crescer, e a vontade de ter nascido menino.

Ao longo do livro, vemos o quanto os adultos, por muitas vezes, esnobam ou subestimam a capacidade de seus filhos, o que acaba desestimulando-os ao longo da infância. 

Raquel gosta muito de escrever, mas a família debocha de suas "invenções" para todos, o que faz com que a menina prometa que nunca mais irá escrever em sua vida. 

Apesar de todo o livro ser reflexivo (tanto para crianças, quanto para adultos), é importante destacar a questão de gênero que o livro aborda. Ao decorrer da narrativa, Raquel percebe que uma de suas vontades não é ser menino, e sim ter os privilégios que estes tem. A vida toda diziam a ela que "brincar de soltar pipa era coisa de menino", ou "jogar futebol era coisa de menino", e isso a desestimulava, por que, afinal de contas, o que é brincadeira "de menino"? Brincadeira não tem gênero!

Ela vai além das brincadeiras, e além das questões de gênero. Aborda também o machismo enraizado à sociedade, ao questionar por que, em sua volta, ela vê sempre os homens tomando a frente das situações.

-E por que é que você inventou um amigo em vez de uma amiga?-Porque eu acho muito melhor ser homem do que ser mulher.Ele me olhou bem sério. De repente riu:-No duro?-É, sim. Vocês podem fazer um monte de coisas que a gente não pode. Olha: lá na escola, quando a gente tem que escolher um chefe oras brincadeiras, ele sempre é garoto. Que nem chefe de família: é sempre homem também. Se eu quero jogar uma pelada, que é o tipo de jogo que eu gosto, todo mundo faz pouco de mim e diz que é coisa pra homem; se eu quero soltar pipa, dizem logo a mesma coisa. É só a gente bobear que fica burra: todo mundo tá sempre dizendo que vocês é que têm que meter as caras no estudo, que vocês é que vão ser chefes de família, que vocês é que vão ter responsabilidade, que -puxa vida!- vocês é que vão ter tudo. Até pra resolver casamento -então eu não vejo?- a gente fica esperando vocês decidirem. A  gente tá sempre esperando vocês resolverem as coisas pra gente. Você quer saber de uma coisa? Eu acho fogo ter nascido menina.

Enfim, o livro é cheio de invenções de Raquel, coisas fantasiosas que se travestem de metáforas para nos trazerem verdades e reflexões. Vale a pena ler! A escrita flui tanto que a leitura chega a ser rápida! 

Quem já leu, comente! Quem ficou interessado, também! Haha

Um beijo! Até breve.